Pedro Rocha Franco - Estado de Minas
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| Intenção da PBH é que agentes (de boné) atuem com a Polícia Militar e fiscais da BHTrans para coibir abusos de motoristas infratores |
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TJMG decide que Guarda Municipal pode multar Depois do empate de 12 a 12 na votação dos desembargadores, o presidente do TJMG, desembargador Sérgio Rezende, deu voto de minerva favorável ao retorno da Guarda às ruas. Apesar de o acórdão da reunião ainda não ter sido publicado, o entendimento do procurador-geral do município é que não é preciso esperar. Com isso, os agentes devem passar por curso de reciclagem por terem desempenhado outras funções por quase quatro meses. Nos cinco dias de treinamento, eles terão aulas teóricas e práticas com professores da BHTrans e da Polícia Militar. “Também devem ser definidas as atividades e o posicionamento dos agentes”, explica o secretário de Segurança Urbana e Patrimonial.
Reforço
Nos próximos meses, o efetivo do trânsito será reforçado. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) espera o Tribunal de Contas do Estado analisar edital para contratação de 600 agentes antes de republicá-lo. No ano que vem, está prevista a chamada para mais 600 homens. Atualmente, a Guarda atua com efetivo de 1,9 mil pessoas e a legislação prevê limite de 3 mil servidores. Quantos desses servirão no trânsito será definido posteriormente.
A intenção da PBH é que os três órgãos atuem no trânsito de BH. Mas a definição ainda deve demorar. O processo envolvendo a BHTrans deve sair somente em fevereiro e, depois, seguir para o Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo destino que deve ter o caso da Guarda, já que o Ministério Público Estadual pretende interpor recurso sobre a decisão do TJ desta semana. Desde a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de proibir a BHTrans de multar, os chumbinhos têm trabalho somente na operação, engenharia e controle de tráfego, explica o diretor-presidente da empresa, Ramon Victor César. “As funções são as mesmas, exceto a autuação. Mas a PBH vai tentar restabelecer o papel que é próprio da BHTrans”, afirma.
Sobre a possibilidade de os guardas municipais usarem armas de fogo, depende de a Polícia Federal aprovar os comprovantes encaminhados pela Secretaria Municipal de Segurança Urbana e Patrimonial. Vários revólveres foram comprados, no mandato do prefeito Fernando Pimentel (PT). “São mais de 10 pré-requisitos que devem cumpridos”, explica o coronel Genedempsey. Depois da autorização, os guardas escolhidos para usar o armamento serão treinados devidamente. Segundo o secretário, não serão todos os que terão o direito de usar as armas. Parte da tropa vai usar armas não-letais.

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